“Looking at the right side – New Horizons on Pulmonary Hypertension; Novos Horizontes na Hipertensão Pulmonar” foi o ponto de partida da sessão moderada pela Dr.ª Maria da Graça Castro, cardiologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), e pelo Dr. Rui Plácido, assistente hospitalar de Cardiologia no Hospital de Santa Maria (CHULN), no CPC2021. Em declarações à My Cardiologia, o especialista sintetizou os aspetos chave da palestra. 

De acordo com o cardiologista, a primeira apresentação focou-se na “nova proposta levada a cabo no último simpósio mundial da hipertensão pulmonar de redefinir os critérios hemodinâmicos da hipertensão pulmonar”, isto é, “passar de um cut off de pressão média na artéria pulmonar de 25mm de mercúrio, para um cut off superior a 20mm de mercúrio”.

O médico adianta que esta mudança terá implicações significativas no que toca o diagnóstico da patologia: “Muitos doentes passarão a ter diagnóstico de hipertensão pulmonar e corremos o risco de estar a subdiagnosticar doentes com hipertensão pulmonar e a subtratar estes doentes”, diz. Nesse sentido, o Dr. Rui Plácido considera necessário a realização de mais estudos perspetivos que comprovem a evidência das terapêuticas vasodilatadoras pulmonares específicas.

Foi ainda abordada a temática do exercício físico para quem vive com hipertensão arterial pulmonar e hipertensão pulmonar tromboembólica crónica, tendo-se mostrado que “o exercício físico nestes doentes é extremamente benéfico e é seguro”, sublinha.

Houve também espaço para discutir a abordagem da terapêutica do doente com hipertensão pulmonar em situações de insuficiência cardíaca avançada. Apesar de ser uma “área já bastante explorada”, ainda “não há consensos no manejo terapêutico, sobretudo pré-transplante ou para implantação de devices”.

Ainda assim, “comprovou-se que a terapêutica dilatadora pulmonar específica como bridging para transplante pode ser benéfica”, embora faltem mais estudos nesta área, conclui o Dr. Rui Plácido.