O simpósio “Dapagliflozin in Heart Failure reduced ejection fraction: A simple add-on or a game changer?” patrocinado pela Astrazeneca, e cuja moderação coube à Prof.ª Doutora Dulce Brito, contou com as intervenções do Prof. Doutor Mikhail Kosiborod e das Dr.ªs Sara Gonçalves e Brenda Moura. Ao longo deste simpósio foram apresentados estudos onde se destacam os benefícios da dapagliflozina no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e foi abordada a sua aplicação na prática clínica no âmbito do seu tratamento. Em entrevista à My Cardiologia, a Prof.ª Doutora Dulce Brito comentou a importância da discussão deste tema e, em particular, comentou ainda a importância dos temas aflorados pelos palestrantes que participaram virtualmente, o Prof. Doutor Mikhail Kosiborod e a Dr.ª Brenda Moura. Também a Dr.ª Sara Gonçalves partilhou as mensagens-chave da sua apresentação.
“O tema deste simpósio destaca-se pelo interesse recente que esta classe farmacológica tem despertado no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida”, introduziu a Prof.ª Doutora Dulce Brito, professora de cardiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, referindo-se aos inibidores de SGLT2 e ao estudo DAPA-HF. ” Esta última classe farmacológica, e em particular a dapagliflozina, tem vindo a ganhar um papel preponderante no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida devido aos seus destacados benefícios, mas principalmente devido à facilidade do seu manuseio, que advém da experiência já adquirida no tratamento da diabetes. ”
Resumindo a apresentação do Prof. Doutor Mikhail Kosiborod, cardiologista e diretor Centro de Investigação Cardiometabólica do Saint Luke’s Mid America Heart Institute, a Prof.ª Doutora Dulce Brito explicou que esta “versou precisamente os benefícios da dapagliflozina evidenciados no estudo DAPA-HF nos inúmeros estudos que se sucederam”. “No final de todas as intervenções, incluindo a as intervenções da Dr.ªs Brenda Moura, cardiologista e membro da Heart Failure Association da Sociedade Europeia de Cardiologia e Sara Gonçalves, cardiologista no Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada, foi possível responder à pergunta proposta para o título do simpósio: a dapagliflozina funciona como add-on em doentes com insuficiência cardíaca que já se encontram a fazer outras terapêuticas, mas também pode ser considerado um fármaco game-changer, na medida em que apresenta benefícios muito significativos no tratamento destes doentes”, concluiu.
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